Matriz de risco na manutenção: como priorizar ativos e evitar falhas críticas

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Na rotina da manutenção, nem todos os ativos têm o mesmo peso para a operação. Ainda assim, muitas empresas tratam equipamentos críticos e secundários da mesma forma, o que aumenta o risco de falhas graves, paradas inesperadas e desperdício de recursos.

É justamente nesse cenário que a matriz de risco na manutenção se torna essencial. Ela ajuda a responder uma pergunta simples, mas decisiva: onde a equipe deve agir primeiro para evitar impactos críticos no negócio.

Ao combinar a probabilidade de falha com o impacto que essa falha pode causar, a matriz transforma a gestão da manutenção em um processo mais estratégico, previsível e orientado por dados. Em vez de apagar incêndios, a equipe passa a priorizar ativos de forma consciente, reduzindo riscos operacionais e aumentando a confiabilidade dos sistemas. 

O que é matriz de risco na manutenção 

A matriz de risco na manutenção é uma ferramenta visual e analítica usada para avaliar, classificar e priorizar ativos com base em dois fatores principais: a chance de um ativo falhar e as consequências dessa falha para a operação.

Na prática, ela cruza:

  • Probabilidade de falha, ou seja, o quão provável é que o ativo apresente problemas
  • Impacto da falha, que representa os danos que essa falha pode causar

Esse cruzamento permite identificar quais ativos representam riscos críticos, quais exigem atenção moderada e quais podem receber um nível menor de intervenção.

Diferente de abordagens baseadas apenas em histórico ou percepção da equipe, a matriz de risco na manutenção traz uma visão mais ampla. Ela considera não só custo de reparo, mas também efeitos na produção, segurança das pessoas, meio ambiente e conformidade com normas e regulamentos.

O resultado é uma base sólida para decisões mais inteligentes, como:

  • Definir prioridades no plano de manutenção
  • Direcionar esforços preventivos e preditivos
  • Reduzir falhas críticas e paradas não planejadas
  • Justificar tecnicamente as decisões para a gestão

Leia também:  Análise de criticidade: como priorizar ativos e evitar falhas 

Quais critérios compõem uma matriz de risco na manutenção 

Para que a matriz de risco na manutenção funcione de verdade, ela precisa se apoiar em critérios bem definidos. São esses critérios que garantem uma avaliação consistente e evitam decisões baseadas apenas em percepção ou urgência momentânea.

De forma geral, a matriz é construída a partir de dois eixos principais: probabilidade de falha e impacto da falha. A combinação entre eles revela quais ativos representam maior risco para a operação.

Probabilidade de falha

A probabilidade de falha indica o quão provável é que um ativo apresente problemas em determinado período. Esse critério deve ser analisado com base em dados e histórico operacional.

Alguns fatores comuns para essa avaliação:

  • Histórico de falhas e quebras recorrentes
  • Frequência de manutenção corretiva
  • Idade e tempo de uso do ativo
  • Condições de operação, como carga excessiva, ambiente agressivo ou uso contínuo
  • Qualidade das manutenções preventivas realizadas

Quanto maior a recorrência de falhas ou mais severas forem as condições de uso, maior tende a ser a probabilidade atribuída ao ativo na matriz.

Impacto da falha 

O impacto da falha representa as consequências que a parada ou mau funcionamento de um ativo pode causar. Aqui, o erro mais comum é olhar apenas para o custo do reparo.

Uma boa matriz de risco na manutenção avalia impacto de forma mais ampla, considerando:

  • Impacto na produção e na continuidade da operação
  • Perdas financeiras diretas e indiretas
  • Riscos à segurança de pessoas
  • Possíveis danos ambientais
  • Consequências legais ou regulatórias

Um ativo pode até falhar pouco, mas se o impacto for alto, ele deve ser tratado como crítico dentro da matriz.

Ao definir claramente esses dois critérios, a matriz de risco na manutenção deixa de ser apenas um conceito teórico e passa a ser uma ferramenta prática de priorização.

No próximo passo, ela se transforma em base para decisões mais inteligentes sobre planos de manutenção, alocação de recursos e prevenção de falhas críticas.

Leia também: Confiabilidade humana na manutenção: fatores que influenciam falhas

 Escala visual de risco baixo, médio e alto representando a classificação de ativos na matriz de risco na manutenção

Como a tecnologia facilita a aplicação da matriz de risco 

Aplicar a matriz de risco na manutenção de forma consistente exige mais do que planilhas ou análises pontuais. À medida que a operação cresce, o volume de ativos, ordens de serviço e variáveis torna inviável manter uma avaliação de risco confiável sem apoio tecnológico.

É aqui que os sistemas de manutenção assumem um papel estratégico. Eles transformam a matriz de risco em um processo dinâmico, atualizado e baseado em dados reais, e não em percepções isoladas.

Centralização de dados históricos

Um dos maiores desafios da gestão de risco é acessar informações confiáveis. Sistemas de manutenção permitem centralizar:

  • Histórico de falhas e intervenções
  • Custos de manutenção corretiva e preventiva
  • Tempo médio entre falhas e tempo de reparo
  • Condições operacionais dos ativos

Com esses dados organizados, a matriz de risco na manutenção passa a refletir a realidade da operação, não apenas estimativas.

Indicadores de falha como base para decisão

Indicadores como frequência de falhas, reincidência de problemas e tempo de indisponibilidade ajudam a avaliar com mais precisão a probabilidade de falha dos ativos.

Esses indicadores tornam a matriz mais objetiva e facilitam a priorização de ativos que realmente representam risco elevado para o negócio.

Atualização contínua do risco

O risco não é estático. Um ativo que hoje é considerado crítico pode deixar de ser, assim como equipamentos antes estáveis podem se tornar problemáticos ao longo do tempo.

Com apoio tecnológico, a matriz de risco na manutenção pode ser revisada continuamente, acompanhando:

  • Mudanças no comportamento dos ativos
  • Novos registros de falha
  • Alterações nas condições de operação
  • Evolução dos impactos associados às paradas

Isso garante decisões mais rápidas e alinhadas ao cenário atual da planta.

Visualização clara para tomada de decisão

Outro diferencial da tecnologia é a capacidade de visualizar o risco de forma clara. Dashboards, gráficos e relatórios facilitam o entendimento da criticidade dos ativos e ajudam a comunicar prioridades para equipes técnicas e gestão.

A matriz deixa de ser um conceito abstrato e passa a orientar ações concretas no planejamento da manutenção.

Nesse contexto, soluções como a Fracttal apoiam a gestão baseada em risco ao reunir dados históricos, indicadores e visualizações em um único ambiente. Isso permite aplicar a matriz de risco na manutenção de forma prática, contínua e alinhada aos objetivos do negócio.

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